“Eu caio de joelhos, mas não desisto”. Personalidades do PT se unem por Luna

Cada Minuto

Um encontro, na casa do ex-vereador Thomaz Beltrão, serviu como o ponto de partida para que um grupo de personalidades do PT de Alagoas elaborasse estratégias para “lutar” pela manutenção da candidatura, ao Senado, do ex-superintendente da Policia Federal em Alagoas, José Pinto de Luna.

No domingo, em Brasília, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, reuniu os líderes do PT alagoano e pediu “textualmente” ao delegado que retirasse sua candidatura após um pedido do pré-candidato ao governo Ronaldo Lessa (PDT), que alegou, conforme foi apurado pelo CADA MINUTO, dificuldades na composição com os prefeitos que se sentem incomodados com a candidatura de Luna.

A reunião, que não contou com a presença do presidente estadual do PT, Joaquim Brito, aconteceu logo após um encontro da Juventude Petista, que não só referendou o nome de Luna como resolveu reagir a qualquer tentativa de abortar sua candidatura.

O ex-superintendente da PF, José Pinto de Luna, que tem um blog aqui no CADA MINUTO, reservou-se a não comentar as reuniões do partido, mas disse que não desistirá de sua candidatura. “Não é mais um projeto pessoal”, destacou Luna.

“Vejo toda a militância do PT engajada na nossa candidatura. Recebi o apoio de todas as facções e correntes, então confio no partido que escolhi e vou até a última instância para manter minha candidatura e deixar que o povo decida se eu posso ou não ser senador. Eu caio de joelhos, mas não desisto”, desabafou Luna.

O CADA MINUTO falou, ainda, com outros participantes do encontro e todos sabem das dificuldades de emplacar o nome de Luna, mesmo ele estando bem à frente de Eduardo Bomfim (PCdoB) em todos os levantamentos feitos até agora.

Vários integrantes do PT se irritaram com a declaração de Wellison Miranda, de que o PDT marchará com Eduardo Bomfim e com a posição de Ronaldo Lessa, que depois de apoiar Luna em uma reunião, foi a Brasília para pedir que o PT Nacional retirasse sua candidatura.

A retirada da candidatura de Luna pode causar um racha no PT. O primeiro indicativo aconteceu num encontro em Igreja Nova e no Congresso da Juventude Petista, em Maceió, quando os militantes se mostraram intransigentes na defesa da candidatura de Luna.

“Vai pegar muito mal para o partido. Depois de convidar Luna para a candidatura ao Senado, abrir mão dela por subserviência, acho que não podemos aceitar isso” disse ao CADA MINUTO, um importante membro do partido em Alagoas.

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Jornalismo?

Hoje pela manhã me deparei com uma matéria estranha no Blog do Célio Gomes.

A matéria “Governo manipula foto no Diário Oficial” me fez acreditar por um momento que o Diário Oficial teria sido realmente manipulado ao ponto de esconder alguma informação de interesse público. Como depois pude perceber, e outros leitores também, é que a verdadeira manipulação estava na informação divulgada na matéria.

Uma simples edição estética na versão do jornalista virou uma manipulação…

É possível confiar nas informações que recebemos pelos jornais divididos em grupos políticos de Alagoas?

A verdadeira manipulação dos meios de comunicação é ideológica.

Vocês podem me responder qual das matérias teve fotografia tendenciosamente manipulada  para modificar a imagem do personagem?

Gilberto na mídia

Dia do trabalhador

O Dia do Trabalho teve origem em manifestações ocorridas a partir de 1º de maio de 1886 nos Estados Unidos. Uma série de protestos e greves ocorreu no país naquela data e nos dias seguintes, como forma de pressão pela redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias.

Após várias manifestações durante a semana, foi organizada no dia 4 de maio um protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes.A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne  convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França  é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Na gestão Vargas, as medidas que beneficiavam os trabalhadores passaram a ser anunciadas no dia 1º de Maio.

O Dia do Trabalhador não é só mais um feriado para se descansar. A data representa um momento de luta, uma lembraça de que os trabalhadores unidos tem a força suficiente para conseguir melhores condições de trabalho e bem-estar social. É importante não esquecer do passado de revoltas e opressões.

Uma imagem vale mais do que mil palavras

Clique aqui para ver o texto traduzido.

Maceió e Arapiraca estão entre as dez cidades mais violentas do Brasil

Nos últimos anos, Maceió já figurava entre as capitais mais violentas e inseguras do país. O Mapa da Violência 2010: Anatomia dos Homicídios no Brasil, lançado nesta semana pelo Instituto Sangari, revelou um dado que há muito tempo deixou de ser novidade para os moradores da capital alagoana, Maceió é uma das dez cidades mais violentas do Brasil. Ela ocupa a 8º posição, com 97,4 homicídios a cada 100 mil habitantes e é a única capital a constar na lista. Arapiraca, a segunda maior cidade de Alagoas e local onde eu morei toda minha vida, vem uma posição abaixo de Maceió, na 9º posição.

A situação deixou de ser preocupante e já pulou para desesperadora. Segundo os índices da pesquisa, é mais seguro viver em qualquer país em guerra no mundo do que em uma das dez cidades da lista. Ao contrário dos dados registrados no resto do país, que obteve uma pequena queda, o número de homicídios em Maceió aumentou 62% nos últimos três anos. Coincidentemente, os números dispararam no governo de Teotônio Vilela, político criticado por não cumprir a meta de contratação de policiais proposta em sua campanha nas eleições de 2006.

Diversas vezes o estudo chama a atenção para a evolução da violência na capital alagoana, alertando a incomum arrancada em comparação com outros pólos do Brasil. Os maiores índices de homicídio no Brasil se concentram na faixa de 15 a 24 anos de idade. Embora os jovens representassem apenas 18,6% da população do país em 2007, eles representavam 36,6% dos homicídios ocorridos nesse ano. “Maceió e Recife apresentam taxas de homicídio juvenil que superam as 200 vítimas para cada 100 mil jovens. Só que em Maceió o fenômeno é recente: cresce vertiginosamente no último quinquênio. Já no Recife, o quadro da elevada vitimização juvenil é histórico.” – revela o estudo.

Como já é conhecido, pobreza e uso de drogas são os principais fatores para o crescimento da violência. Cabe a população brigar por seus direitos e exigir que promessas políticas sejam cumpridas. Políticos omissos e pouco sensíveis as questões sociais, como é de costume no estado com maior concentração de renda do Brasil, deveriam ser representantes do povo. Em uma democracia, o voto é o modo mais simples de se mudar a história. Então, valorize-o.

Cidades mais perigosas do Brasil:

1º. Juruena – MT: 139

2º. Nova Tebas – PR: 132

3º. Tailândia – PA: 128,4

4º. Guaíra – PR: 106,6

5º. Coronel Sapucaia – MS: 103,6

6º. Viana – ES: 99

7º. Tunas do Paraná – PR: 99

8º. Maceió – AL: 97,4

9º. Arapiraca – AL: 96,7

10º. Linhares – ES: 96,3

Enquete da Semana