Alagoas em Tempo Real
As três mil famílias de pescadores que vivem da pesca e do artesanato às margens da lagoa de Jequiá da Praia estão comemorando a criação da primeira reserva extrativista de Alagoas – a Marinha da Lagoa do Jequiá. O projeto, que está sendo coordenado pela superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Alagoas, já tem assegurados para este ano R$ 69 milhões.
As ações também contam com o apoio do Instituto do Meio Ambiente, Prefeitura de Jequiá da Praia, Usina Sinimbu, entre outros órgãos públicos e privados.
A reserva tem uma área de 10.200 hectares e está localizada no Litoral Sul e distante 62 quilômetros de Maceió. Toda a região é cercada de belezas naturais e banhada pelas águas do Oceano Atlântico e por outros mananciais, com destaque para a Lagoa do Jequiá – uma rica fonte de água doce de maior extensão do Estado de Alagoas e a segunda de todo o Brasil.
Esse rico santuário ecológico é a principal fonte de renda para o sustento de cerca de três mil famílias nativas de pescadores e artesãos. Toda área foi reconhecida pelo governo federal e transformada na primeira reserva extrativista de Alagoas.
Como parte do projeto, a superintendência do Incra em Alagoas já garantiu a verba para a construção de agrovilas com três mil casas projetadas para 112 metros quadrados de área coberta, além de recursos para o incentivo à produção.
De acordo com o superintendente Gilberto Coutinho, cada pescador receberá R$ 15 mil como crédito-moradia e R$ 8 mil para projetos de reforma imobiliária, além de recursos para a compra de barcos, equipamentos e insumos para a produção. Coutinho revelou ainda que o projeto da reserva extrativista também conta com o apoio da Câmara de Vereadores, Colônia de Pescadores e movimentos sociais.
Ele adiantou que o Incra firmou convênio com a empresa Naturagro, que está disponibilizando 14 profissionais, entre engenheiros ambientais, assistentes sociais e técnicos-agrícolas, para ofertar assistência técnica para as centenas de famílias de pescadores e artesãos que vivem na região. “A criação da reserva é a garantia de que a natureza será preservada para conviver em harmonia com o desenvolvimento sustentável do local”, explicou Coutinho, reafirmando a necessidade da preservação do meio ambiente, ao mesmo tempo com a garantia da inclusão social.




